domingo, 29 de abril de 2012

A Rosa

Rosa Pereira Soares da Silva; sangue arretado correndo nas veias; pele branca, levemente enrugada; de poucos, longos, finos e lisos cabelos negros, caindo sobre os ombros pequenos e delicados da mulher; vinda do nordeste, fugindo dos trabalhos miseráveis; em São Paulo, trabalhando como doméstica; casada e com três filhos; não é lá de muita formosura; seus olhos são negros e grandes; lábios carnudos e rosados; nariz fino e pontiagudo; braços e pernas pequenos e magros; parece inclusive uma pequena raquítica; baixa estatura e de grande magreza; mas é tão frágil e delicada que é charmosa aos olhos de quem a vê; educada; inteligente e quieta sempre, Rosa deixa seu perfume por onde passa, mas para contradizer com seu jeito ingênuo e franzino de ser a apelidaram de Maria bonita... A mulher saía de manhã cedo, comprava pão para os filhos e esquentava o leite, vestia-os e os mandava par ao colégio, ouvia seu marido reclamar, arrumava-se e com a flor no cabelo saia para o trabalho, logo os homens encantados com a moça diziam “Lá vai Maria Bonita”, ela sorridente sentia-se desejada por alguns segundos, mas logo voltava a ficar com sua cara abatida, prendia os cabelos e entrava no ônibus ainda vazio, sentava-se perto da janela e por todo o percurso ouvia a mesma música... A majestade o Sabiá... Segurava-se para não chorar de tamanha desgraça que era sua vida, mas recompunha-se antes de descer em seu ponto; na casa de sua patroa vivia o castigo que não merecia, se um dia Rosa fosse para o inferno, ela pensava que seria melhor que seu trabalho; voltava para a casa; seus filhos estavam perto de chegar; enquanto isso não acontecia via o marido bêbado voltar do bar, contando das mulheres com quem traiu Rosa durante a tarde; batia-lhe; xingava-lhe; humilhava-lhe... Enquanto Rosa, frágil e delicada, apenas ouvia, chorava, e ficava escondida num canto... Jogada... Pobre Rosa, murcha, desolada... Vivia isso, todo santo dia; Rosa dizia estar cansada, rezava para todos os santos que sua avó lhe ensinara, buscava respostas, pedia conselhos a amigas... Ninguém a entendia... Achavam que Rosa era maluca, seu marido um santo e sua patroa uma deusa... Nem mesmo na hora de prestar queixa foi levada a sério...
       Mas numa manhã, Rosa levantou-se com um sorriso estranho no rosto, esfregou os braços feridos da última surra, suas lágrimas escorreram pelas bochechas e foram levadas ao lábio inferior, rindo, ensandecido, sem um único som emitir... Acariciou o marido deitado, beijou-o, e fez os mesmos com os filhos... Repetiu sua rotina, comprou o pão, preparou o leite, vestiu os filhos e os mandou para o colégio... O marido já acordado pediu-lhe a cerveja, a mulher sem responder o fez, foi à cozinha e pegou a garrafa, abriu-a e sacou do sutiã um frasco pequeno e de um líquido escuro, pingou algumas gotas na garrafa e serviu ao marido, feito isso, saiu em direção ao trabalho, os homens sorriram ao vê-la e a mulher retribuiu o sorriso e seguiu para o ponto,pegar seu ônibus, mas dessa vez não ouviu música alguma, foi em pé, e não tirou seu sorriso do rosto... Serviu chá aos patrões, pingou ali o mesmo líquido que pingara na bebida do marido e decidiu voltar para casa mais cedo...
     Os filhos ao chegar do colégio foram recebidos pela mãe apressada
-Corram meus meninos, arrumem as malas...
-O que tá havendo mãe? - O mais velho perguntou
-Não me pergunte, vamos voltar pro Ceará... Vá arrumar tuas malas vá menino...
-E o painho?
-O cabra vai depois, deixe ele dormir agora vá... – Ela largou os ombros do garoto e todos arrumaram as malas rapidamente, pegaram um ônibus clandestino que os levaria para sua terra... E Rosa permaneceu com o sorriso ensandecido no rosto... Não esboçou tristeza, remorso, não derramou uma lágrima... Ela havia descoberto enfim... Que toda rosa tem espinhos...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A chuva, o ritmo e o silêncio...

A chuva molhava o vidro da janela, castigando a relva verdejante do jardim, as folhas e flores quebravam com a força das gotas grossas e terríveis da tempestade, que engrossava com as lágrimas que caiam dos olhos da menina debruçada sobre o batente da janela... O gato acariciava as pernas da garota ronronando tristemente, os sons da casa ecoavam por sobre o silêncio da garotinha, a televisão de som longínquo, anunciando mais uma morte no caos urbano desligou-se, ouviu-se a movimentação de objetos metálicos, logo o silêncio absoluto, exceto pela chuva, tomou toda a casa, uma melodia sinuosa foi entoada por um saxofone e tomou tudo ali, as flores pareceram dançar, a chuva tornou-se mais fraca, o sol saiu, o jardim iluminou-se, a garotinha tornou a observar o lado de fora, enxugou as lágrimas que deixavam turva a sua visão, levantou o rosto aos céus, sorriu...  Correu para a sala, de onde vinha o som, e deitou sossegada no colo da mãe, que não parou de tocar aquela bela canção...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Mancebo...

A frente da porta de entrada havia um tapete com a seguinte inscrição "Seja bem-vindo"; quem pela porta passava de fato bem-vindo era, serviam-lhe chá, riam de suas piadas, serviam-lhe bolo, conversavam, perguntavam-lhe sobre a vida, diziam-lhe o quanto tiveram o prazer da visita, despediam-se e tudo ali voltava a ser como era antes... Havia tornado-se uma rotina, sempre os mesmos assuntos, as mesmas perguntas... Mas uma pergunta repentina levou a família, dona da casa, a um enorme conflito... "Onde coloco meu casaco?" Uma senhora perguntou, ela era riquíssima, da alta sociedade, sempre falando os prós e os contras das casas de suas "amigas" para outras "grandes amigas"... Para a família, em especial a mulher da casa, não ter uma resposta à pergunta seria inadmissível, deveriam parecer prontos para qualquer ocasião, qualquer detalhe, mas sorridentes, sem saber o que fazer pegaram um cabo de vassoura qualquer e espetaram num vaso de flores, disfarçando-o o máximo possível
-Deixe seu casaco aqui Madame...
-Oh céus - Ela analisou o objeto, olhou de cabeça inclinada, andou ao redor do vaso, tocou-o, cheirou-o, pensou até em sentir o gosto, mas seria estranho demais - O que seria isso?
-É uma... Um... - A mãe enrolava-se, mas a empregada rapidamente, cortando cebolas não tão longe dali resolveu ajudá-la, falou a primeira coisa que lhe veio à mente, uma mão... Uma cebola... 
-É um mancebo, Madame... - A rapariga enxugou as mãos e disse fazendo reverência
-Mas que diabos! - A família assustou-se quando a Madame bradou - ADOREI!
      Assim, como todas às vezes seguiram a rotina, serviram-lhe chá, riram de suas piadas, serviram-lhe bolo, conversaram, perguntaram-lhe sobre a vida, disseram-lhe o quanto tiveram o prazer da visita, despediram-se e tudo ali voltou a ser como era antes...  Passaram-se os meses e o tapete de boas-vindas há tempos não era mais pisado, ocorria uma pequena reforma na residência, por isso não receberiam visitas logo... A sala permanecia vazia, os quadros empoeirados, o tapete estava sujo de tinta... E o mancebo? Permanecia ali de lembrança... A família queria mais ajustes, para parecerem ainda mais ricos, com uma das casas mais bonitas, nem que já ninguém pudesse entrar lá e tirá-los do tédio...
       O pequeno telefone cromado com toques de um material semelhante à textura de uma rocha de granito salmão tocou histericamente, a filha mais nova rapidamente atendeu, estava aflita ultimamente, escondendo o namoro dos pais com o Pedrinho da padaria, por isso era sempre a primeira a atender ao telefone... Do outro lado da linha a voz irritante da Madame soou "Quero que venham visitar-me" ela dizia animada, explicou que não poderiam visitá-los, mas ela poderia ser visitada... Sem mais nada o que fazer aceitaram o convite e foram a tal mansão da mulher... Não era muito diferente do comum, um carpete escarlate sobre o assoalho, um sala gigantesca, com obras famosas de esculturas e quadros, haviam vasos de flores, e a frente deles algo semelhante a um cabo de vassoura repleto de outros pequenos cabos espetados, todo feito de ferro, próximo a porta de entrada...
-Podem colocar os seus casacos nesse mancebo, comprei diretamente de Paris... - A mentira da família havia incomodado a inveja da Madame de tal forma que resolveu mandar que lhe fizessem um tal mancebo melhor e mais prático, ela não percebeu como foi enganada, pois sua ganância foi maior do que sua inteligência... Depois daquele dia, o mancebo surgiu na casa de diversas madames, tornou-se uma tendência nos países europeus... O Mancebo vestiu casacos de pele até que fossem proibidos, usou cachecóis, cacharréus, chapéus de todos os tipos, cores e tamanhos, vestiu Prada e Chanel, linho e couro... Foi usado pelo mais pobre e pelo mais rico, caiu no gosto do povo... O mito do cabo de vassoura num vaso qualquer, tornou-se rotina na casa de todos... Inclusive da família em questão... Que aderiram à própria moda que por acidente criaram.... Mas o mancebo... No fim de tudo... De tantas roupas... Tornou-se apenas um escravo do consumismo...


domingo, 22 de abril de 2012

As crônicas das fadas continuam

Parei sim de atualizar aqui com os capitulos do The Faerie, mas vou deixar vocês sempre interados das novidades... Então vamos a uma pequena descrição do personagem John... Há uma outra na página PERSONAGENS ali em cima... Mas como disse, os personagens estão mais trabalhados, melhores e tudo mais... Vejam então como está esse rapaz!

John é um garoto debochado, lúdico, esperto, quase um desses larápios que jogam cartas, tem um sorriso sapeca, e marcas de expressão que parecem esconder suas novas jogadas, seus cabelos e olhos são tão pretos que parecem ser filhos da noite mais densa... Por momentos John fala em incógnitas, deixa dúvidas no ar e as sela com seu sorrisinho inconfundível, novamente, ali estão... Sua testa enrugada, marquinhas de expressão ao redor dos olhos e dos lábios, dunas por toda a face renovando seu ar de mistério sob um olhar boboca, foge de assuntos simples e se esquiva de demonstrações de afeto, uma tentativa de abraço, um aperto de mão e ele dá um salto, uma evasiva de extrema velocidade, seu semblante torna-se terrivelmente hostil, franzido, com ar de reprovação, “não faça mais isso”, ele diz e mais uma vez somos contemplados com aquele estranho sorriso...

Uma crônica para refletirem

Um jovem rapaz perdido no deserto via sua vida passar em suas pálpebras que cobriam sua íris esverdeada, sentia a necessidade de algo beber, sabia que sem água morreria... Viu então ao longe um rapaz se aproximar, trazendo consigo amarrado a cintura um cantil cheio de esperança, quando o rapaz enfim ali passou o jovem pulou a sua frente, parecendo um maníaco ou simplesmente um homem que já não bebia água havia dias-Por favor... - Os lábios do jovem estavam tão secos que a sua fala já era prejudicada
-Oh céus! - O rapaz saltou assustado para trás se esquivando do que ali parecia ser um indigente sujo e ladrão
-Por favor... Dá-me de beber... Dá-me de beber... - Ele se ajoelhou implorando, assim o rapaz compadecido o emprestou seu cantil para que matasse sua sede... Assim ele agradeceu e despediram-se,  um rapaz continuou sua peregrinação, enquanto o outro voltou para o lugar em que estava, no canto daquela estrada improvisada... Assim passaram-se mais algumas horas, o sol estava ainda mais escaldante e a garganta do jovem estava tão seca quanto antes... Viu novamente ao longe uma senhora com um grande cantil e saltou na frente da mesma implorando-lhe por um gole de água
-Por favor... Dá me de beber... Dá-me de beber... - Assim como o outro ela deu-lhe de beber e cada um foi para o seu canto... A senhora seguiu em frente e o rapaz sentou-se na beira da estrada... Mas sua sede não deixava de atormentá-lo, e daquela vez parecia que sua sede estava ainda maior, o consumindo mais... Mas quando quase lhe faltavam as esperanças logo viu ao longe se aproximar um velho com um cantil ainda maior preso a cintura, quando o velho estava próximo o bastante o rapaz pulou em sua frente, mas o velho permaneceu sem esboçar expressão alguma, permaneceram parados até que sem aguentar sua sede o rapaz bradou
-Por favor! Dá-me de beber!
-Me desculpe... Mas não o farei...
-Vais negar a um pobre homem apenas um gole de sua água?
-Não... Negarei que tu continues nesse estado, apenas pedindo... pedindo e pedindo
-Não tenho condições de outra coisa fazer...
-Não tem condições ou não tem coragem? Anda... Se queres matar tua sede acompanha-me em minha jornada... Te ensinarei as maneiras que tu podes sozinho encontrar água... Pois pedindo copo por copo sua sede nunca será saciada... Mas se aprenderes a ti mesmo encontrar tua água terás suprimento para toda a sua vida... Escute o que digo... Favores nos ajudam no momento, mas o conhecimento nos ajudará por toda a eternidade...

Dois textos sem sentido

Aqui vão dois:


Um para testar meus conhecimentos com palavras difíceis hehe

-De fato seria interessantíssimo dizer que a vossa majestade tem ultimamente inflado o volume de minha bolsa escrotal - eu sussurrei
-Desculpe, mas vosmicê disse algo? - Majestade perguntou
-Oh não meu senhor...
-Se não disseres eu derrubarei, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de acampamento - Ele já parecia irritado
-Não se irrite meu senhor, não precisas derrubar com intenções mortais
-Tudo bem, dessa vez deglutirei o batráquio - Ele pareceu se acalmar - Mas quanto ao aumento salarial podes retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica
-Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira que vou esquecer de tal fato! - Disse bufante- Preciso de um aumento! Este salario nem alimenta os cães!
-Bucéfalo de oferendas não perquiris formação odôntica!


E um que tirei da minha cabeça num devaneio:

"Galochas andam sem dono, sem rumo, fazendo ranger o meu assoalho; Pobres galochas, sem pés para calçar, sem meias para aquecer... Apenas assim, sozinhas, mesmo estando juntas, sem nem mesmo poder exercer sua humilde profissão - Ser pisadas durante todo o dia "

Hunter Ghost - Capitulo UM

Estava escurecendo, Nicole já achava que aquela ideia era loucura, mas já estava perto de mais para desistir, estava tão frio que os três tremiam e andavam encolhidos, afinal, nunca foi comum haver nevascas no Brasil... Lucas já não sentia tanto o frio que fazia... Para ele o importante era que os três chegassem enfim ao seu objetivo, ficaram cerca de cinco anos pesquisando por aquilo, e quem diria que o que eles tanto procuravam estava bem ali, debaixo de seus narizes...
    São Paulo, Brasil.
               Desde que eram apenas crianças muita coisa mudou na terra, muitos falavam de aquecimento global... Mas quem diria que o que aconteceria seria exatamente o contrário... Muitas espécies se extinguiram, pois não conseguiram se acostumar com as novas temperaturas, Brasil continua sendo um país tropical, em relação aos outros países, pois nem no nordeste nos livramos de nevascas... E não faz tanto tempo assim, vocês, do passado, logo saberão como será isso... Ver a neve¿ Não vai ser tão divertido assim... Mas nossos heróis se acostumaram desde que tudo mudou; suas caçadas não se acabaram, mesmo com esses problemas, as jornadas só tornaram-se mais excitantes, o desejo de encontrar novas relíquias só acendia-se mais; desde o colégio, suas vontades não diminuíram, logicamente, no quarto ano tudo aquilo parecia loucura para os mais velhos, buscar mitos era ridículo, os pais deles riam da escolha, pensavam que logo passaria aquela vontade, mas pelo contrário, estudaram e especializaram-se naquilo, fizeram faculdade, doutorado, iniciaram suas pesquisas, uniram suas forças... Gabriel como sempre era impaciente demais para pesquisar a fundo localizações, ou como e quais relíquias deveriam encontrar, ele preferia o ato, a ação... Por maiores que fossem seus medos, Gabriel era bom com a aventura, criava armas, máquinas, projetava carros e outros tipos de locomoção, era sempre aquele que salvava a todos no último segundo puxando o gatilho de uma de suas criações a laser, conseguia abrir portas com combinações malucas, invadia lugares com uma proteção infalível, decifrava códigos, era expert em ligações diretas nas horas de fuga... Enfim, era talvez por isso que ele tinha o apelido de Técnico, ou Mecânico... Mas de fato, era o rapaz que trazia a graça aos momentos tensos, o pícaro... Nicole por sua vez, com seu sarcasmo e irreverência infiltrava-se em locais de difícil acesso pela porta da frente, com seu charme enganava qualquer um, quem desconfiaria daquela carinha angelical¿ Exímia motorista, dona da vã de fuga e do olhar quarenta e três, Nicole é a mestra dos disfarces da equipe, invadiu o banco central como faxineira, a casa branca como guia e o vaticano como freira, é sempre a que encontra a relíquia primeiro, tenta sempre roubar sutilmente o posto de líder, mas sua astúcia não tem efeito em Lucas, seu amigo desde a pré escola, este é o rapaz dos mistérios, nem Nicole, nem Gabriel sabem ao certo seus objetivos na caçada de relíquias, mas o que sabem é que não são más intenções, ele é o cérebro da equipe, diferente de Gabriel, sua paciência é invejável, pode passar de horas a dias pesquisando, decifrando códigos, estudando imagens, textos, procurando segredos e pistas, se não está lendo está trancado em seu laboratório, onde analisa suas pistas em um grande microscópio eletrônico, das poucas vezes que sai está sempre escrevendo ou desenhando em sua caderneta, sempre anotando qualquer coisa que lhe vem a mente, ele diz que lhe falta a memória, e certas coisas podem ser importantes mais para a frente... Mesmo assim é evidente que é muito habilidoso na ação, um exímio lutador, não deixa a desejar nas aventuras, sempre toma as iniciativas e segue na frente, quase sempre calado, mas nem por isso sério e sem emoções, pelo contrário, seu humor é ativado facilmente, mesmo assim nem sempre está presente nas aventuras, pode-se encontrá-lo facilmente na vã, guiando os passos de nossos heróis pelos walk toks... Mas uma coisa é certa, nenhuma dessas habilidades valeriam a pena separadas, os três formam uma bela equipe, e por isso são conhecidos como os melhores caçadores de relíquias... Hunter Ghost, uma organização sem fins lucrativos, com o objetivo único, de encontrar o que nunca foi procurado.
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               Lucas havia sacado o facão da mochila e cortava os galhos a sua frente, o frio impedia de certo modo seus movimentos, mas nada que pudesse atrapalhá-lo, Gabriel tentava encontrar sinal em seu GPS e vez ou outra perdia-se do grupo ou ficava para trás, Nicole por sua vez parava a cada dez minutos para tirar os sapatos e massagear os pés
-Nós nunca vamos chegar¿ - Ela parecia cansada e dolorida, sentou-se sobre uma grande rocha e descansou – Por que não viemos com um dos carros do Gabriel¿
-É um trabalho minucioso demais, além de que é impossível andar com um carro nesse bosque denso... – Lucas respondeu, sacando um cantil da cintura e saciando a sede, secou a boca com a manga da blusa e seguiu falando – Nós já estamos perto...
-Como você sabe¿
-Não sei... Eu sinto, sei lá... Estamos Gabriel¿! – Lucas gritou para o rapaz que permanecia longe empurrando galhos com os braços, o suor escorria por sua testa, seu cabelo estava completamente molhado, definitivamente ele preferia fugir da polícia a ter que ser picado por centenas de mosquitos sangue sugas.
-Deixe-me ver – O rapaz inclinou-se ofegante, enxugou a testa e observou seu GPS – Bem... – Ele rapidamente arrumou a postura e franziu o cenho – Que estranho...
-O que foi¿ - Lucas aproximou-se
-O meu GPS, diz que a biblioteca está bem aqui...
-Impossível! – Nicole bradou – Só se ela for invisível
-Ou estiver debaixo de nós... – Gabriel riu – Que besteira...
-Não... Você tem razão... – Lucas inclinou a cabeça, ele estava com o mesmo semblante de quando procurava pistas, colocou uma das mãos na frente do rosto, foi quando a ideia foi óbvia para os três e os rapazes olharam repentinamente para Nicole.
-Vocês estão pensando o mesmo que eu¿ - Ela inclinou-se sobre a rocha e deu seu famoso olhar quarenta e três, os três sorriam, Nicole num salto para trás observou a pedra e os rapazes aproximaram-se rapidamente e passaram a empurrar com esforço a rocha que tapava o caminho.
-Não dá... – Gabriel inclinou-se sobre a pedra e bufou
-Vamos Gabriel, não podemos parar agora, você sabe o quanto procuramos por isso...
-A primeira Relíquia de verdade... – Nicole tocou no ombro do amigo
-Qual é... Eu to cansado! Não tem nenhuma máquina para nos ajudar a mover isso, você só tá olhando aqui... Eu sei que precisamos disso, mas não tem como voltar depois com o maquinário certo¿
-Estou sentindo um pouco de medinho... Frango¿ é você¿ - Nicole passou a imitar uma galinha
-Para com isso...
-Vamos... Empurre comigo Gabriel... – Lucas se segurava para não rir da atuação de Nicole, mas Gabriel ofendido esforçou-se ao máximo e a rocha passou a movimentar-se, a garota já compadecida resolveu ajudá-los e enfim empurraram completamente a pedra, fazendo com que se revelasse uma enorme e quase infinita escada num estreito corredor de rochas, a escuridão era tão densa que sufocou os caçadores, eles eram valentes, mas tinham medo do que poderiam encontrar lá dentro...


     


     OK, Que diabos é isso? Quem é Gabriel, Lucas e Nicole? Os personagens desse blog não são Megan, Lance, Brian, Haley, John e Jimmy? O que é Hunter Ghost? Afinal... O que está havendo?
      Fiquei milênios sem atualizar essa joça, tem teias aqui até as pampas, eu realmente parei de escrever durante muito tempo, mas não desisti nunca dessa história, The Faerie Chronicles continua sendo escrito, está bem melhor, muito bem trabalhado, os personagens melhorados... Mas não pretendo continuar postando essa história aqui... Então pra que tirei esse blog da tumba? Por que eu queria começar a publicar meus textos, não precisava criar um novo blog... Mas nem por isso vou mudar o título ou excluir as publicações antigas... Mas ainda não entendeu o que está acontecendo? Não... Hunter Ghost não é um novo livro, pelo contrário, é um conto longo hehe, eu vou publicar vários títulos, vários textos aleatórios, contos, histórias, poemas e o diabo a quatro... Se fosse mudar o título ele seria PAPÉIS AVULSOS... Mas vamos deixar como está... Espero que gostem das novas atualizações...
Lucas Luciano

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